Sonhar como gente grande

sonhador“I have a dream…”.
Esta frase ficou gravada na história como parte integrante de um dos discursos mais famosos da história. Da autoria de Martin Luther king, Jr., sob o olhar da estátua do presidente mais icónico dos Estados Unidos, Abraham Lincoln,  este discurso foi proferido numa época que seria de mudança no tratamento da sociedade afro-americana por parte da dita sociedade branca americana. Mas não é sobre isso que vou falar. Quero falar de sonhos. Quem não os teve? todos vocês, imagino… Mas e hoje? Quantos de vocês continuam a sonhar?
Esta noite tive um sonho. O mais belo que podia ter tido… Sonhei que caminhava, lado a lado, com o meu filho já crescido. Isso deu-me esperança e fez-me pensar que já não sonhava há algum tempo, nem a dormir, nem acordado. Sim por vezes acontecia, á noite, ao sentar-me na varanda e olhar para o céu estrelado. Só eu e as estrelas.
Sabiam que a luz que vislumbramos, emitidas pelas estrelas, podem ter centenas de anos? é verdade. Centenas de anos!! O que equivale a dizer que estamos a olhar para o passado, na realidade, pode considerar-se que o espaço é mesmo uma máquina do tempo.
Sempre tive fascínio por personagens rotuladas de visionários, pessoas como Leonardo Da Vinci, Jules Verne ou Steve Jobs foram claros exemplos de quem estava a viver o futuro no seu presente, que se atreveram a sonhar acordados. Quando estas pessoas apresentaram as suas ideias muitos terão olhado para eles como estando perante “sonhadores”, o que equivale a um certo nível de loucura. Mas estas pessoas não estavam loucas, longe disso… atreveram-se simplesmente a acreditar que não existem impossíveis. A TV foi algo que nunca ninguém tinha imaginado possível aquando do seu aparecimento, os primeiros passos na lua e as palavras de Neil Armstrong tornaram-se lendárias. Quando, em 1870, Jules Verne escreveu a obra “20 000 Léguas submarinas” em que descrevia uma história de um barco que navegava debaixo de água, ninguém imaginava que este conceito ia tornar-se uma das armas mais decisivas da 1ª guerra mundial.
Hoje em dia, a realidade abraça-nos de tal forma que nos esquecemos que temos a capacidade de sonhar. A economia, os filhos, a rotina do dia a dia são circunstâncias que nos obrigam a olhar para o mundo de forma crua, a não contar com o que pode vir mas sim com o que temos garantido. Este garantido é o fruto do nosso trabalho, da nossa dedicação. Deixamos os sonhos para os nossos filhos como os nossos pais fizeram em relação a nós porque essa é a natureza das coisas. Não será errado mas é pena que isso aconteça.
Sonhar é o que dá forma á grandeza do ser humano, é o que nos torna diferentes dentro do reino animal. Sejam sonhos realizados, perdidos ou desfeitos, não podemos deixar de sonhar pois é isso que torna o nosso espírito livre!
Boa noite!

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